Navegar é sempre altamente prazeroso, pois a internet tem levado as pessoas a lerem mais e a usarem mais a escrita. Dessa forma, lidar com um produto textual em que se navega, lendo, nos fez analisar a rápida apropriação dos gêneros digitais que circulam na rede, possibilitando a criação de uma maneira diferente de lidar com a escrita e suas normas gráficas.
Ao entrar em páginas da internet com o intuito de buscar alguma informação muito específica, certamente navegamos por muitos canais antes de chegar ao que desejamos.
Esse caminho é uma construção cheia de curvas, exige conhecimento de várias ordens e uma capacidade de relacionar e associar fatos, dados e que nenhuma leitura de livro vai requerer. Tudo isso é assim porque navegar na internet nos proporciona recorrer por estes caminhos com facilidade.
De certo modo, o que ocorre é que a compreensão se torna algo que se constrói ao navegar por vários produtos textuais propiciados por expectativas, interesses, necessidades e outros aspectos que envolvam conhecimentos sólidos.
Na realidade, trata-se de uma navegação contínua, pois sugere que as fronteiras entre ler e escrever se tornam mais significativas.
Assim, a “leitura” do hipertexto é caracterizada como uma viagem em busca de conhecimentos, com o objetivo de tornar mais compreensível a informação.